Roubos. Abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento. Prisão preventiva. MP. DIAP de Lisboa

DIAP Comarca Lisboa

Na sequência de detenção, o Ministério Público apresentou, no dia 3 de novembro de 2026, a primeiro interrogatório judicial um arguido indiciado como autor de seis crimes de roubo qualificado, dois crimes de abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, um crime de extorsão, na forma tentada e uma contraordenação de detenção ilegal de arma.

Os factos ocorreram entre 27 de fevereiro de 2026 e 26 de outubro de 2026, em várias zonas da cidade de Lisboa e localidades limítrofes.

O arguido abordava as vítimas, em especial a horas noturnas, apontava-lhe uma pistola (airsoft) e exigia-lhe a entrega do dinheiro, dos telemóveis e dos códigos de desbloqueio. Na posse dos equipamentos o arguido logrou, nalguns casos, efetuar transações nas aplicações que as vítimas tinham instaladas, pessoalmente ou obrigando as vítimas a fazê-lo.

Realizado o interrogatório, o juiz de instrução criminal decidiu sujeitar o arguido à medida de coação de prisão preventiva, admitindo a possibilidade, se reunidos os requisitos, da mesma ser substituída por obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

A investigação prossegue sob direção da 11.ª secção do DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.