Homicídio. Detenção. Prisão preventiva. MP. DIAP de Lisboa
Na sequência da detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou, no dia 14 de julho de 2026, a primeiro interrogatório judicial um arguido, de 61 anos, indiciado da prática de um crime de homicídio qualificado e um crime de furto qualificado.
Os factos ocorreram no dia 5 de abrir de 2024, na residência da vítima, nos Olivais, em Lisboa, mas só agora, após sucessivas e aturadas diligências de inquérito, foi possível identificar, localizar e deter o suspeito, que se dedicava, no dia a dia, a encontrar formas de obter quantias monetárias para o vício do jogo.
Existem fortes indícios de que o arguido e a vítima, de 87 anos, se conheceram meses antes dos factos.
Na data da prática dos factos, o arguido foi a casa da vítima, tendo-lhe exigido dinheiro que o idoso lhe disse que não tinha.
É nessa altura que o arguido se descontrola e empurra a vítima, deixando-a inconsciente. De seguida, colocou-lhe um lençol à volta do pescoço, apertando com força e provocando a sua morte por asfixia.
Antes de abandonar a residência, o arguido percorreu as várias divisões à procura de dinheiro.
Findo o interrogatório judicial, foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva.
O inquérito é dirigido pela 11.ª Secção do DIAP de Lisboa, sendo o Ministério Público coadjuvado na investigação pela Secção de Homicídios da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ.